7 SÉRIES PARA REFLETIR NESSA QUARENTENA
- xleduarda
- 22 de mai. de 2020
- 4 min de leitura
Atualizado: 19 de jun. de 2020
Veja as histórias que vão além do entretenimento e podem te fazer pensar sobre diferentes assuntos com situações inesperadas e de algum aprendizado.
Texto de Maria Eduarda Xavier

Quando iniciamos uma série, por muitas vezes estamos apenas pensando na diversão que aquele produto de audiovisual pode nos causar. Existem uma infinidade de séries televisivas, neste texto trago algumas que, além de nos proporcionar entretenimento, provoca reflexões sobre questões importantes para a vida em sociedade.
THE HANDMAID'S TALE
Uma distopia em que os Estados Unidos perde força em uma guerra civil para República de Gilead, onde todas as mulheres são submissas aos homens e perdem o direito de decidir sobre seus destinos.
A história conta a trajetória de June, neste novo país onde ela ou qualquer outra mulher vivem sob regras rigorosas e vigilância constante. Uma ação de sua parte, considerada imprópria em Gilead, pode levar a sua execução.

A COISA MAIS LINDA
Conta a história de Maria Luiza em sua vida boêmia na cidade de São Paulo no final da década de 50. Ao se mudar para o Rio de Janeiro, descobre que foi abandonada por seu marido e como se não bastasse, também foi roubada por ele. Decidida a dar a volta por cima, Luiza resolve abrir um clube de Bossa Nova com sua sócia e amiga Adélia; Ambas enfrentam muitas dificuldades para abrir o negócio, Maria Luiza por ser uma mulher branca possui mais aceitação social e, consequentemente, privilégios.

VIDA E HISTÓRIA DE MADAM C.J WALKER
A trama retrata a história de luta, resistência e conquistas de Sarah, primeira empresária afro-americana a construir um império de produtos de beleza voltada a mulher negra, se tornando a primeira mulher milionária através de seu próprio esforço. Todo enredo da série é baseada na história real de Sarah e todas adversidades que ela enfrentou até conquistar seu primeiro milhão.

POSE
Uma construção narrativa didática sobre a criação dos primeiros grupos e casas onde lgbtqia+ buscam apoio, em Nova York, no fim da década de 80. A série propõe a desconstrução de estigmas e visões distorcidas sobre essa comunidade. Ela conta a história de Blanca, que decide montar a sua própria casa e acaba adotando um rapaz gay que foi colocado na rua e uma mulher trans que se prostitui para conseguir se sustentar.

EUPHORIA
Onde Rue busca se reencontrar depois de um período em reabilitação, pelo uso excessivo de drogas que lhe causou overdose. Em meio ao caos que é sua vida, conseguimos enxergar um pouco sobre a como funcionam os relacionamentos neste período cheio de descobertas que é a adolescência; Busca pela identidade, traumas do passado, comportamento em redes sociais são temas bastante presentes durante toda a narrativa.

DEAR WHITE PEOPLE
Feita para toda "cara gente branca" que comete atos racistas e acha que pode passar despercebido. O enredo gira em torno de um grupo de alunos negros que se sentem frequentemente desrespeitado, em uma universidade onde grande parte dos alunos são brancos, como boa parte das instituições elitistas.

OLHOS QUE CONDENAM
Baseada em fatos reais, sendo um dos casos mais emblemáticos de injustiça da história americana. Cinco jovens negros do Harlem, Nova York, são presos sob a falsa acusação de estupro de uma mulher no Central Park em 1989. A série mostra com muita sensibilidade todo erros cometidos durante toda a investigação e que acabam na condenação de Kevin, Korey, Raymond, Antro e Yuseff.

COMO O CAMINHOS DESSAS SÉRIES SE ENCONTRAM?
THE HANDMAID'S TALE / A COISA MAIS LINDA / VIDA E HISTÓRIA DE MADAM C.J WALKER
Apesar de se tratarem de séries que retratam períodos diferentes da história do mundo -sendo duas obras de ficção- todas caminham ao mesmo ponto central, os direitos da mulher. Estes que são conquistados com muita luta, como podemos vê em A coisa mais linda e Vida e história de Madam C.J Walker, mas estes lhe são retirados em na distopia retratada em The Handmaid's Tale.
POSE / EUPHORIA
Ambas possuem personagens transsexuais em suas tramas, como a Jules em Euphoria e quase todos os personagens de Pose. Essas séries vieram para nos mostrar que não precisamos ter uma lista de representatividade com caixinhas para colocar ‘ok’ em cada uma enquanto estamos assistindo. As séries retratam bem o quesito de representatividade trans, mas em momento algum nós priorizamos o pensamento de ‘aquele personagem é trans?’ enquanto estamos assistindo, pois nós é apresentado de forma natural.
DEAR WHITE PEOPLE X OLHOS QUE CONDENAM
Onde uma trata questões que estão presentes na rotina de toda a comunidade negra com bastante ironia e sarcasmo, declamando uma carta aberta para a "cara gente branca" sobre todas situações racistas que negros enfrentam.
A outra faz um relato real sobre os danos que o racismo estrutural pode causar da vidas das pessoas, os olhos que condenam cinco garotos negros a pagar por um crime que não cometeram. A invisibilidade do jovem negro e a violência policial unem as duas tramas.
Vivemos em um mundo bastante polarizado, em que sempre sentimos uma pressão social, para saber responder todas as questões às quais somos expostos cotidianamente. As séries que expus durante todo o texto podem nos ensinar e instigar debates, elas vão além do entretenimento e cumprem um papel social.
ONDE POSSO ASSISTIR?
Netflix - A coisa mais linda, Vida e história de Madam CJ Walker, Pose, Dear White People e Olhos que condenam.
Globoplay - The Handmaid's Tale
HBO Go - Euphoria




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