“Deixe suas ambições e aspirações guiarem você.”
- thatyanabeatrizfer
- 23 de mai. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 31 de mai. de 2020
— Anne With an E
Texto de Thatyana Ferreira

Divulgação: Netflix
Canadá 1908: As meninas aprendiam apenas o suficiente para serem interessantes aos olhos dos futuros maridos. Eram ensinadas literalmente a serem belas, recatadas e do lar. Não era apropriado ser curiosa, ter interesses pessoais, nem levantar questionamentos filosóficos. O ideal de vida propagado se resumia a casamento e um espartilho.
A sexualidade era um tabu, estar menstruada significava estar suja, não era considerado atraente falar muito, nem alto demais. Se tratando da sociedade como um todo, a liberdade de expressão era limitada - contraditório, não? - e se seguia em grande maioria o que era instituído pelo clero. Sonhar com uma relação que não fosse heterossexual estava fora de questão, a não ser que acontecesse na maior discrição e o casal era visto socialmente apenas como amigos.
Nesse contexto, surgiu Anne de Green Glabes. O romance da escritora canadense L. M. Montgomery. Esse livro deu origem a uma série de televisão também canadense, que se encontra disponível na Netflix, com nome de Anne with an E, desde 2017. É sobre essa série e todo seu ‘recheio’ que vamos falar hoje.

Divulgação: Netflix
Anne Shirley, é uma menina órfã que foi adotada por engano, o casal de irmãos que a adotou queriam um menino para ajudar na fazenda, mas a imaginação e espírito livre de Anne foi capaz de encantar não somente a eles, como todos os moradores da vila, isso com muito custo e sofrimento. Por que demorou tanto tempo para que ela pudesse ser aceita pelos moradores do vilarejo?
Volte ao começo desse texto e relembre os padrões sociais da época.
Feito?
Anne quebrava 90% deles. E não só os quebrava como acabava levando os amigos junto, por isso era vista como má influência.
A sociedade, em nenhuma época, está preparada para alguém que transcenda os limites impostos.
Algumas temáticas abordadas são: racismo, liberdade de expressão, autoconhecimento, homofobia, feminismo e preconceito de classe. Todas tratadas em uma linha tênue, podendo variar entre a linguagem poética e a situação ‘nua e crua’.
Assistindo a Anne em suas inúmeras aventuras que vão desde pular em um trem
de carga a interromper uma assembleia, você pode aprender muito com ela, como por exemplo:
1. Olhar o outro ao invés de enxergar apenas a si mesmo;
2. A importância de ter um bom amigo;
3. A cor da pele não passa disso, é somente mais uma das cores da vida;
4. Às vezes é bom deixar as pessoas entrarem na sua vida;

Divulgação: Netflix
5. Nunca se deve impor limites a imaginação;
6. O que você é importa mais do que o que você tem;
7. Uma mulher não precisa de ninguém além de si mesma para realizar seus
sonhos;
Divulgação: Netflix
8. Amor é pura e simplesmente amor.
E sim, “crescer é uma prova de fogo”, mas se assim como Anne Shirley Cuthbert nos permitimos ser guiados por nossas ambições - e porque não pelos sonhos mais imaginativos? - o que parecia impossível e ilusório vai se tornar real e palpável.
“Não há limite para o que posso fazer.”
— Anne With an E





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