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O diferencial de ‘Euphoria’, as perspectivas visuais e características da série premiada no Emmys 20

  • xleduarda
  • 26 de dez. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 9 de jun. de 2021

Veja como a produção da HBO utiliza efeitos visuais e cinematográficos para estabelecer sensações e levantar questionamentos atuais


Texto de Maria Eduarda Xavier


Euforia. De acordo com a psicopatologia é o estado caracterizado por alegria, despreocupação, otimismo e bem-estar físico. Mas que não corresponde nem às condições de vida, nem ao estado físico objetivo. E nessa resenha vamos dialogar sobre esse sentimento, que intitula uma das séries mais comentadas do ano - ‘Euphoria’ da HBO.


HBO: Divulgação


Lançada em 2019 a série da TV americana foi aclamada pelo público e pela crítica recebendo seis indicações ao Emmys 2020. Levando a estatueta na categoria de Melhor Atriz em Série Dramática com a personagem Rue, interpretada por Zendaya. A atriz de 24 anos por sua vez bateu recorde, sendo a mais jovem atriz a receber o prêmio nesta categoria.



Assistimos os fatos narrados sob a perspectiva de Rue, uma adolescente de 17 anos que acabou de sair da reabilitação para tratar seu vício por drogas e está passando por todas as mudanças desse período junto com seus amigos da escola.


A série pontua diversos temas que são muito comuns para produções que abordam essa fase da vida como: bullying, sexo, drogas, saúde mental, rejeição, traição, relacionamentos abusivos, pressão estética, descoberta da sexualidade, gravidez e aborto.


Apesar de se tratar de uma série com temática adolescente, é mais indicada para maiores de 18 anos. A trama pode ser considerada “pesada”, pois contém muitas cenas venda e o consumo excessivo de drogas, nudez e sexo. Porém não choca se tratando de uma produção da HBO, visto que podemos ter o vislumbre de cenas assim em Game of Thrones.


O QUE TORNA A SÉRIE MARCANTE



O que difere a produção das demais é a forma que os fatos são expostos e narrados. O criador e um dos diretores da série Sam Levinson, fala abertamente de algumas experiências da sua vida pessoal que fazem parte da construção da narrativa. O mesmo acontece na construção das personagens como Kat e Jules, interpretadas respectivamente pelas atrizes e modelos, Barbie Ferreira e Hunter Schafer.


A cada episódio uma personagem é apresentada, o que motiva a continuar assistindo, na tentativa de entender melhor como cada um deles lidam com suas famílias, amigos e seus respectivos traumas.


Alguns dos rostos já são reconhecidos pelo público, Zendaya, dá vida a personagem principal que narra toda a trama - Rue. Junto a Nat Jacobs, interpretado por Jacob Elordi que também está no elenco de “A barraca do beijo”. A trama marca a estreia de talentos como Hunter Schafer que interpreta Jules.


VISUAL E SONORIDADE



A trilha sonora e as maquiagens são elementos muito marcantes em toda a produção. A maquiagem por muitas vezes é o elemento principal utilizado para a construção do empoderamento das personagens Kat, Jules, Cassie e Maddy. As poucas ocasiões que as personagens estão sem maquiagem, são momentos representativos por demonstrar fraqueza e vulnerabilidade.


A personagem onipresente Rue, se encontra em um quadro clínico de depressão e transtorno de bipolaridade. Cenas gravadas em plano sequência, baixa iluminação, cenas escuras e com muito contraste podem deixar a estética da série um pouco mais sombria, visto que a trama é narrada exclusivamente por Rue. Enxergamos as cenas através de seu olhar e sua narrativa, o que mais uma vez se distancia das produções visuais mais divertidas e cheias de cor que trabalham o mesmo universo dos anos 2000.




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