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THE WILDS, UMA SÉRIE DE MULHERES PARA MULHERES

  • Foto do escritor: carolinemmpeixoto
    carolinemmpeixoto
  • 19 de jan. de 2021
  • 3 min de leitura

⁠”Sabe o que meu pai diz quando não largo o celular? "Nunca vai ver um arco-íris se olhar pra baixo." Mas as pessoas vivem postando arco-íris no Instagram.”


Dentre muitos títulos que a Amazon investiu no seu serviço de streaming em 2020, ‘The Wilds’ está na lista dos que fizeram bastante sucesso com as críticas e nas redes sociais, mesmo sendo lançada no último mês do ano.


Sua primeira temporada ficou com uma aprovação de 92%, ganhando o certificado de fresh no Rotten Tomatoes. O que, com toda certeza, não foi surpresa para quem maratonou tudo em um final de semana.

Amazon Prime/Divulgação


Criada por Susanna Fogel, lançada na Amazon Prime no dia 11 de dezembro, a série conta com 10 episódios de, aproximadamente, uma hora cada. Contando a história de um grupo de oito adolescentes que resistem à queda de um avião e precisam lidar com a ideia de sobreviver em uma ilha deserta.


A premissa, por si só, já é interessante. O que não tem de interessante em uma série sobre 8 meninas que, após um acidente de avião, vão parar em uma ilha deserta? Porém, essa história te parece familiar? Provavelmente você já viu filmes e séries com esse mesmo enredo.


NARRATIVA CONHECIDA DE SUCESSO


Amazon Prime/Reprodução


“Não deve ser fácil, assistir alguém se afastar assim, especialmente se eles estão indo na direção da escuridão.”

- The Wilds: Vidas Selvagens

A série mistura a ideia de títulos como ‘Lost’, ‘O Show de Truman’ e ‘Jogos Vorazes’, fazendo todos se encaixarem com um elenco de protagonistas 100% feminino como a cereja do bolo.


Como é de se esperar em uma série com 8 protagonistas, cada uma tem o seu tempo em um episódio para ter a sua história contada. Mostrar a perspectiva de cada personagem é sempre uma ideia genial por diversos motivos. Principalmente se tem personagens com conceitos e vivências tão diferentes umas das outras.


A concepção de ter um episódio inteiro dedicado a cada personagem, tem a intenção de fazer com que o espectador conheça as realidades e desafios de cada uma. No caso de The Wilds não é diferente, mas é normal você se ver odiando algumas personagens por muito tempo até o episódio onde a história dela é explanada.


Isso é uma estratégia de narrativa para que o público tenha tempo para desenvolver emoções por essa personagem, até chegar na empatia, que é onde se entende suas ações e reações. Tudo isso com objetivo de provocar a vontade no público, de querer criar uma conexão individual com cada uma.


DE MULHERES PARA MULHERES



Amazon Prime/Reprodução


“Eu quero encontrar o meu pessoal, não importa onde estejam. Quero encontrar a minha força. Quero fazer a minha vida onde nós nem sempre precisamos fazer, tentar e lutar.“

- The Wilds: Vidas Selvagens


É comum que existam séries onde os produtores têm medo de mostrar a feminilidade. Dado a isso, temos situações onde as obras estão sempre querendo passar a imagem de que as mulheres são seres fortes e impecáveis, criando uma realidade fingida onde elas não podem errar, porque elas são seres perfeitos.


Desenvolvendo, um padrão inalcançável da mulher deslumbrante e impecável. A mãe perfeita, a filha perfeita, a esposa perfeita. Graças a essa visão que a sociedade tem, nos mínimos erros, a mulher se transforma em uma pária.


Em ‘The Wilds’, toda essa ideia é retirada do espectador. Ninguém é perfeito, e alcançar a perfeição é algo que pode causar feridas que, talvez, nunca cheguem a cicatrizar. A série não falha em mostrar a feminilidade. Assim como não tem medo de mostrar a diversidade entre as mulheres, desde suas personalidades como seus tipos de corpo.


Amazon Prime/Reprodução


O conceito central do seriado é que cada uma dessas mulheres têm um papel importante para sair da ilha e que, trabalhando juntas, conseguirão sobreviver. O conteúdo da série se reflete no que acontece por trás das câmeras. The Wilds é criada e produzida por mulheres. Demonstrando que, mulheres trabalhando juntas, garantem conquistas.


São alguns assuntos abordados durante a trama que torna tudo ainda mais intrigante e digno de uma maratona. Assuntos como: A cobrança do corpo perfeito, menstruação, sexualidade, a mulher impedida de ser sensual, os diferentes tipos de religião, agressividade, homofobia, pedofilia, entre muitos outros.


Mesmo que exista uma ilusão de que a sociedade vem diminuindo a hostilidade para com as mulheres, são temáticas como as de cima que são de extrema importância. Temáticas que quebram tabus e geram debates.


O sucesso de The Wilds garantiu a renovação da segunda temporada ainda no mesmo mês de lançamento.


"Essa é a mensagem da série, de que mulheres são mais fortes juntas. E não é só nas personagens que aprendem a trabalhar juntas. Esta é uma série criada por uma mulher, produzida por mulheres, dirigida por mulheres. Mostra quão grande algo pode ser quando trabalhamos juntas." - Reign Edwards, a Rachel, uma das protagonistas da série.






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