Uma visão geral do que foi o documentário Arremesso Final da Netflix
- Matheus Xavier

- 24 de dez. de 2020
- 4 min de leitura
Revelações e segredos da franquia Bulls e do seu astro Michael Jordan
Texto por Thamires Martins
The Last Dance ou Arremesso final, como foi “batizado” no Brasil, foi muito esperada pela indústria esportiva e conseguiu cumprir as expectativas. Uma produção da NBA com a ESPN dos Estados Unidos, contou com a assertiva escolha do diretor Jason Hehir, que tem sua carreira focada em documentários esportivos, e foi lançado em abril no Brasil pela Netflix. A série documental bateu recorde histórico de audiência de 6.1 milhões de espectadores em sua estreia no exterior, gerando muitas expectativas e críticas positivas. Comprovando assim, a maturidade da liga para produção de conteúdos esportivos de qualidade.

Divulgação: Netflix
NARRATIVA DINÂMICA
Com uma das maiores franquias do basquete envolvidas e o melhor time, comandado pela lenda Michael Jordan, The Last Dance segue linha cronológica com duas narrativas: a primeira voltada para o último campeonato de 1997/98 com o time lendário do Chicago Bulls e a segunda linha, funciona como um flashback, com determinados momentos importantes para a vida de Michael Jordan, ator principal da série e de alguns jogadores que tiveram papel fundamental para a história de sucesso de Jordan e da franquia Chicago Bulls, como: Scootie Pippen, Dennis Rodman, Steve Kerr, o técnico Phil Jackson e outras figuras do basquete.
O documentário foi dividido em 10 capítulos que envolve muito dinamismo, saudosismo e nostalgia para os amantes do esporte e também para os curiosos. O diretor teve o cuidado de humanizar Michael Jordan, que muitas vezes foi endeusado pelos fãs e colocado pela mídia como uma espécie de “Deus negro” sem defeitos, e por outro lado foi julgado com a mesma intensidade, pelos exageros gerados devido a seu vício em competir e pela exigência com seus colegas de profissão, sendo odiado por muitos até hoje. Pode-se dizer que Jordan não andava em meios termos.
PEÇAS-CHAVE DO TIME

Nos primeiros episódios do documentário, já é possível conhecer alguns aspectos marcantes da vida do ator principal, o MJ - apelido de Michael Jordan -, e de seus coadjuvantes Pippen e Rodman. Cada volta no tempo traz um significado para decisões e atitudes que eles tomaram, tanto no esporte como em suas vidas pessoais.
O enredo da trajetória de Scootie Pippen é marcado pelo arrependimento do longo contrato salarial que assinou com o Bulls no início de sua carreira e que nunca foi reavaliado para ajustes. O Documentário peca quando enfatiza os pontos negativos da carreira do jogador. Expondo de uma forma, nada convincente, o quão importante Pippen foi para o Chicago Bulls. Sendo que, o próprio MJ considerava Pippen a sua melhor dupla na quadra.
Outro aspecto, que em certos momentos, chegou a ser cômico, era acompanhar as loucuras de Dennis Rodman, que iam muito além do seu estilo exótico e extravagante. O documentário nos mostra a história de Rodman antes dos holofotes. O fato de ter sido expulso de casa e ter experimentado tudo o que a rua tinha para oferecer, não o impediu de tentar a chance no basquete e nem de ter namorado a icônica rainha do pop, Madonna.
As histórias são interligadas a momentos com Michael Jordan, trazendo assim, mais dinamismo ao documentário. Afinal, MJ é o ator principal! As outras histórias acabam por se conectarem com a dele.
A GENIALIDADE DA GRANDE ESTRELA

Em diversos momentos durante o documentário, podemos ter respostas para a pergunta: Quem é Michael Jordan? Suas características mais marcantes são completamente diferentes dos personagens que foi mencionado anteriormente. No entanto, todos tiveram origens humildes, alcançando uma carreira forte e intensa. Porém, desde muito novo, Jordan apresentava ser maduro e focado em seu objetivo principal: Vencer!
Jordan foi induzido a ser competitivo desde criança. Juntamente com seu irmão, disputavam pela atenção do pai. A história de Michael Jordan se divide em várias etapas, todas elas construindo a figura de um ‘Deus’, enaltecido pela mídia e por seus fãs.
No documentário conhecemos a figura que é Michael Jordan. O homem que foca no condicionamento físico para os próximos jogos, cria rixas consigo mesmo para aumentar a vontade de vencer. Também conhecemos seu lado negativo, a forma que pressionava seus colegas de time nem sempre conseguia o resultado almejado.
Isso é evidenciado na troca de técnicos do Bulls. O primeiro era o Doug Collins: que focava muito no desempenho individual do camisa 23. Já o segundo, foi o conhecido o Hippie da NBA, o Phil Jackson: Que entre suas dinâmicas indígenas e modificações nos treinos, levou equilíbrio para o Bulls, tirando o Michael Jordan do centro das atenções condicionando um trabalho conjunto, com sua técnica de triângulo ofensivo.
O ARREMESSO FINAL

A repercussão do The Last Dance foi grande, e claro, bem questionada por seus colegas e rivais do esporte. Afinal de contas, com as revelações de muitos segredos que estavam escondidos em memória, filmagens desde os anos 80, ainda tendo o Michael Jordan como figura central das gravações, já era de se esperar tais discordâncias.
Sendo verdade ou apenas baseado em fatos reais, The Last Dance conseguiu, não só atingir os fãs do esporte, como também curiosos por boas histórias, assim como quem está escrevendo esse texto para vocês. Portanto, como já foi dito por grandes críticos da internet lá em abril de 2020, nós da Cuscuzeira acreditamos que o documentário Arremesso Final está na categoria de ‘séries obrigatórias de 2020’.





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